Felicidade é como chuva de verão
Ela vem quando menos se espera
Banha-nos com seus pingos de alegria
Desperta o riso das crianças
E a emoção dos velhos
Mas como toda a chuva de verão
Ela logo vai embora
Deixando os rastros de destruição
Causados pelos trovões da tristeza
E seus pingos que banhavam os corpos
Agora molham o rosto
E os raios tristes
Atingem o coração
Com lembranças de um tempo bom que se foi
E quando o vento frio do inverno soprar
Nasce a esperança
Do próximo verão
Da próxima chuva
Nasce também a certeza
De que a chuva é passageira
Como a felicidade
E que a tristeza...
Ela sempre vem.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Onde está o eu?
Preciso encontrar
O eu que sumiu
Estive em todo o lugar
Mas ninguém o viu
Como posso encontrar?
O eu que só eu conheço
Ninguém pode ajudar
E eu não sei nem o começo
Onde está o eu?
Pergunto inutilmente
O eu que é meu
E fugiu da minha mente
Onde está o eu?
Que eu tinha quando criança
Será que se perdeu?
Levando consigo minha esperança
Quero meu eu de novo
Sem ele nada sou
Não posso criar um eu novo
Tem de ser o eu que me deixou.
O eu que sumiu
Estive em todo o lugar
Mas ninguém o viu
Como posso encontrar?
O eu que só eu conheço
Ninguém pode ajudar
E eu não sei nem o começo
Onde está o eu?
Pergunto inutilmente
O eu que é meu
E fugiu da minha mente
Onde está o eu?
Que eu tinha quando criança
Será que se perdeu?
Levando consigo minha esperança
Quero meu eu de novo
Sem ele nada sou
Não posso criar um eu novo
Tem de ser o eu que me deixou.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Recomeço

Os lábios tocaram-se novamente
O sorriso se refez
Os corpos amaram-se ardentemente
É o amor mais uma vez
As promessas
Os planos
O futuro
O rascunho rabiscado
Agora já tens o esquema
Já tens o rascunho
Recomece a história
Escreva ao lado de quem ama
O futuro que deseja
Agora já tens uma chance
De começar de novo
Podes amar de novo
Um antigo amor
Podes recomeçar
O que nunca acabou
Podes apenas gozar
Da felicidade que encontrou
Os amores
As carícias
O tesão
A cama, o lençol amassado.
Agora já tens a amante
Já tens uma cama
Recomece a pensar
No prazer de quem ama
Agora já tens uma chance
Não desperdice
O amor erra uma vez
Mais que isso é burrice.
Eu e a Lua

Não sei se escrevo sobre o amor ou a lua
Os amantes adoram a lua
E os poetas adoram escrever sobre eles
Mas também, quem nunca amou ao luar?
Quantos corpos nus a lua já banhou?
Eu ainda quero amar à luz da lua
Quero cheiro de sexo exalando no ar
Quero gritar num orgasmo que parece não acabar
Dizem que tu amas o Sol
Mas no eclipse
Ele te da tanto prazer
Quanto o que você me vê sentir?
Não te inveje Lua
Tu és bela
Tão bela que me bota com ciúme
Quando pego meu amado a admirar-te
Tão bela que até mesmo eu
Olhando para o céu
Queria alcançar-te
Na verdade somos iguais
Somos femininas
Temos amores
Prazeres
Ciúmes
Fases
E a cada fase
Tornamo-nos mais belas.
Indiferença
Madrugada

Madrugada
Quantos casais estão se amando agora?
Quantas pessoas estão morrendo agora?
Quantas estão nascendo?
Quantas estão sofrendo da mesma insônia que eu?
Na madrugada
Tudo pode acontecer.
Medo?
Eu não tenho medo dela
Ela me inspira
A madrugada
É o momento dos altos e baixos
Não há meio termo
Ou ela te faz sentir-se muito bem
Ou ela te faz sentir-se muito mal
As pessoas temem a morte durante a noite
Mas eu prefiro morrer dormindo
Assim o susto é maior quando tentarem me acordar
É claro que eu quero incomodar
Onde já se viu?
Morrer quando já estão esperando?
Minha morte tem que ser triunfal
E de madrugada
Visto que eu nasci na madrugada
Diverti-me na madrugada
Amei na madrugada
E tive noites e noites de insônia
Escrevendo poemas
Inspirados pela madrugada.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Menina Dinâmica*

A menina é tão boba
Faz o que faz
Sem saber porque faz
Diz o quie diz
Sem saber porque diz
Ouve sem saber porque ouve
Vive sem saber porque vive
Vive sem saber que apenas existe
Sonhando o sonho alheio
A menina é tão tola
Não sabe de nada
Faz tudo errado
Tudo igual
Sem saber que ser diferente
É o que faz a diferença
Não seja estúpida menina
Faça valer tua vontade
Não queira ser aceita
Pelo que não és
Não de a si mesma um rótulo
Tu não ès um produto
Não te crie um slogan
Tú não és propaganda
Não te envergonhe do que és
Envergonhe-se de tentar ser o que não é.
* Dynâmico->Pré- vestibular
Meninas dinâmicas são as meninasque estudam no curso e com as quais eu sou obrigada a passar quatro longas horas do dia ouvindo suas conversas fúteis.
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